
eu queria por perto
mas não sei ao certo
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Escrevi escutando Egberto Gismonti - Café
Sertão:, s.m. Lugar inculto, distante de povoações ou de terrenos cultivados; floresta no interior de um continente ou longe da costa. Atualmente sertão está mais relacionado ao nordeste, algo árido, seco, mas até algum tempo atrás sertão designava toda a floresta que ia do Paraná ao Amapá!

mergulho na água sozinho
caio de cabeça nos meus pensamentos
submerjo na minha loucura
expiro a realidade
subo a superfície
inspiro sonhos e vontades
afundo nos problemas
flutuo nas idéias
bato perna nos anseios
me agarro nas certezas
e nado num oceano de esperança
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Escrevi escutando Aquela Valsa - Hermeto Pascoal e conversando com a

Tenho muita coisa
sem ter onde guardar
Muitos livros empilhados,
pelos cantos a se amontoar
Flautas, partituras e CDs
Bicicletas, tênis e calção.
Medalhas, troféus e fotos.
Bugigangas além da sua imaginação
Sinto muita coisa
mas não sei como me comportar
emoções transbordam da cabeça
Sentimentos do coração
Tenho muito mais amigos do que eu mereça
que se mesclam com a solidão
“O silêncio é a única verdade universal.”
Egberto Gismonti
Preciso do silêncio para a musica escutar
Preciso do silêncio para conseguir enxergar
Preciso do silêncio para o novo criar,
o velho lembrar e o futuro planejar
Preciso do silêncio para as cores diferenciar
Preciso do silêncio para teu olhar enxergar
Preciso do silêncio para a calma manter
Preciso do silêncio para o mundo absorver
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Pra quem não lê musica, a figura acima é a forma como o silêncio é representado na pauta musical.
Escrevi escutando A Ilha - Nação Zumbi


As vezes parece que a vida acontece como a maré.
Tudo vem e tudo vai, do forte à calmaria
Da tempestade à ressaca, da tristeza à alegria
Da paixão a dor de cotovelo, do afago ao pontapé
Muitos olhares de uma vez, sem ninguém pra amar
Dia e noite sem dormir, trabalhando pra viver
Muitos projetos surgindo sem nada acontecer
Será que um dia vai dar pra me arranjar?
Tem dias que acordo louco de vontade de viver
Alegria na cara, do nascer ao por do sol
How could I possibly leave it all?
Quando o dia termina, me pego a sofrer
Tá na hora de acordar pro resto de minha vida
O futuro se aproxima, mesmo sem tanta nitidez
Será que agora é minha vez?
Acho que tudo vem na sua hora devida
Sempre tive um pouco de medo de viver
Andar pra frente sempre foi muito duro
Desistir nunca irei, lhe asseguro
Pra seguir adiante? Basta querer.

Se oriente rapaz, tome o rumo que te apetece
pois o tempo não esquece de apagar sua prece
Pé na estrada, rema pra frente, aponte pro sonho
Não adianta ficar assim tristonho
Sonhando um pouquinho a cada dia
é assim que se chega a alegria
Coragem é preciso na mala, desejo tenha no peito
Pra quê ficar desse jeito?
Muitos planos tenho em mente
lembrá-los me deixa sorridente
Pra vencer todo o tormento
Só com muito sentimento
Diferente desde o nascimento
sempre a procura de entendimento
Não se esqueça que, nas horas de cansaço,
o importante é seguir seu próprio passo.
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Escrito pro Irmão Jr7.
Inspirado na musica do G. Gil - Oriente

Clarinete porque choras
a tristeza do meu peito?
Nosso namoro está desfeito
mas no meu peito ainda moras
Tão linda ao sorrir
quando acordava em meus braços.
Deixaste meu coração em pedaços
assim que decidiste partir
Tento te esquecer.
É impossível não comparar
algo como o seu beijo
e não me alarmar
Clarinete pode chorar
até minha tristeza se acabar.
Uma vida inteira pela frente
para este coração sobrevivente
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Escrevi escutando La Valse D'Amelie.

Pela primeira vez sinto medo de voltar pro lugar onde nasci, por coincidência ou por força do destino, também o lugar onde o mundo me pariu. O lugar onde me tornei gente!
Medo de ser a última vez que eu eu irei pra lá, talvez medo de enfrentar a realidade de que eu não faço mais parte daquele mundo. Ou talvez medo de aceitar que a cada vez que eu volto meus vínculos como aquela cidade ou com as pessoas de lá, se estreitam e se desfazem.
“Give me some feathers so that I can stop it and glide
like the little birds
Like an eagle with gigantic wings
master the winds of change
Be born again like a phoenix...”

Swim, bike, run
When did ended all the fun?
When did all the pain begun?
Run, swim, bike
What do I like?
How does it feel like?
Bike, Run, Swim
The start, have you seen it?
The finish line is much farther than you think
Future, present, past
Why can't I be just fast?
Why can't I just quit?
Ps.: Assumo os erros gramaticais em favor da rima.