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Monday, May 08, 2006

TEMPO



Tempo porque me foges?

Passas mais rápido, sem poder alcançar

quando com quem eu gosto quero ficar

passas lento quando nada tenho a fazer


És rápido a tocar

e no seu compasso

o meu sopro da vida

não consigo articular


Te agarro com força,

mas escorres sem fim

por entre meus dedos

porque foges de mim?


A juventude me levas

os prazos se esgotam

os projetos se atrapalham

e os sonhos se acumulam


Porque eu tenho medo de ti?

Porque em sua ausência

não digo às pessoas

o quanto gosto delas?


Um dia te laço,

te ganho e nas minhas rédeas

te ponho pra dançar

seguindo meu passo


Sonhos sonharei

projetos realizarei

e amores...

3 comments:

Gina Mardones said...

Outro texto que senti grande prazer em ler, fluido, simples, dançante, suave... parabéns! tenha certeza que vou sempre passar por aqui agora.
Beijos!

Unknown said...

POis é... A velha relatividade do tempo... Ele age assim comigo também... Às vezes isso parece cruel, né?

Beijos

efvilha said...

Olá!
Essa agrura do tempo. Inquietante fluir de diferenças e repetições que nos contróem e, às vezes nos destróem. Fugaz é o tempo na urgência, eterno no momento da espera, ele que é esse fio invisível sobre o qual nos equilibramos.
Compactuo, contigo, lamentar esse enigma que sempre o temos de menos, nunca demais.
Felicidades!
Cordial e virtual abraço, a ti, e aos teus amigos.
http://sonetosesonatas.blogspot.com
Evaristo